Agência Mundial Antidoping mantém proibição da cannabis no esporte

Fotografia que mostra as folhas, molhadas, de uma planta de maconha (cannabis) e um fundo escuro, na parte esquerda do quadro. Foto: Esteban Lopez | Unsplash.

A Wada manteve a maconha em sua lista de substâncias proibidas, após uma revisão do status do THC

O grupo consultivo de especialistas da Wada responsável pela manutenção da lista iniciou a revisão após o caso da velocista americana Sha’Carri Richardson, que foi excluída das Olimpíadas de Tóquio e cumpriu suspensão de um mês por testar positivo para cannabis.

A Wada diz que a revisão se concentrou nos três critérios estabelecidos pelo Código Mundial Antidoping para inclusão de qualquer substância: ter potencial para melhorar o desempenho esportivo, representar um risco para a saúde do atleta e violar o “espírito do esporte”. Para ser incluída na lista, uma substância deve atender a pelo menos dois desses critérios.

Leia também: Cientista explica por que a maconha não deve ser proibida para atletas

Os estudo científicos e médicos existentes relacionados ao THC, bem como depoimentos de atletas que eram ou são usuários de cannabis, foram revisados pelo grupo consultivo para embasar a recomendação de manter a maconha proibida.

A WADA afirma que o THC é proibido apenas em competição e que o alto nível da substância necessário para desencadear um teste positivo é “consistente com um atleta significativamente prejudicado ou um usuário frequente”.

“A questão de como o THC deve ser tratado em um contexto esportivo não é simples”, disse o diretor-geral da Wada, Olivier Niggli. “A Wada está ciente da diversidade de opiniões e percepções relacionadas a essa substância em todo o mundo e até mesmo em alguns países. A Wada também está ciente de que os poucos pedidos de remoção do THC da lista proibida não são suportados pela revisão completa dos especialistas.”

Leia mais: Baixas doses de THC podem aliviar os sintomas de pacientes com TEPT, revela estudo

“A Wada planeja continuar a pesquisa nesta área em relação aos potenciais efeitos de melhoria de desempenho do THC, seu impacto na saúde dos atletas e também em relação às percepções de cannabis de atletas, especialistas e outros ao redor do mundo”, disse Niggli.

O comitê executivo, embasado em dados coletados por meio do programa de monitoramento da Wada, também endossou a inclusão do tramadol na lista proibida.

“O abuso de tramadol, com seus riscos dose-dependentes de dependência física, dependência de opiáceos e overdoses na população em geral, é preocupante e o levou a ser uma droga controlada em muitos países”, disse a Wada em um comunicado à imprensa, observando que estudos também confirmaram o potencial do tramadol para melhorar o desempenho esportivo.

Leia também:

King’s College London lidera o maior estudo independente sobre o uso de cannabis

#PraTodosVerem: fotografia mostra as folhas de uma planta de maconha sustentando gotas d’água sobre seus folíolos, em fundo escuro. Imagem: Esteban Lopez | Unsplash.

Deixe seu comentário
Assine a nossa newsletter e receba as melhores matérias diretamente no seu email!