Tribo indígena deve abrir primeiro dispensário de maconha de Dakota do Sul (EUA)

Fotografia, em vista superior, de várias plantas de maconha em período vegetativo de crescimento cultivadas em vasos quadrados sobre uma mesa branca, nas instalações da Tribo Flandreau Santee Sioux. Foto: Joe Ahlquist | Argus Leader.

Dispensário abre no mesmo dia em que a nova lei sobre cannabis para uso medicinal entra em vigor em todo o estado. Com informações do Argus Leader

O primeiro dispensário de maconha da história de Dakota do Sul está previsto para ser aberto amanhã no condado de Moody.

Membros da Tribo Flandreau Santee Sioux anunciaram na sexta-feira que abriram seu programa de cannabis medicinal, estão aceitando solicitações de cartão de maconha medicinal e vão abrir seu primeiro varejista e começar a vender maconha nessa quinta-feira (1º), o dia em que a maconha para uso medicinal se torna legal em Dakota do Sul.

“Por e através da FSST Pharms, uma empresa de responsabilidade limitada de propriedade integral da tribo, a tribo vem se preparando há meses para a data prevista de inauguração de seu Dispensário de Cannabis das Nações Nativas”, afirmou um comunicado à imprensa emitido pela tribo.

O dispensário abre no mesmo dia em que uma nova lei sobre a maconha medicinal entra em vigor em todo o estado. Embora o estado de Dakota do Sul ainda não esteja emitindo cartões de maconha medicinal, a Tribo Flandreau Santee Sioux está aceitando pedidos de registro por meio de seu programa.

O programa da tribo é independente da nova lei de Dakota do Sul e do sistema que o Departamento de Saúde do estado tem até outubro para levantar.

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Para se qualificar para um cartão de maconha medicinal através da tribo, um requerente deve primeiro ser certificado por um profissional médico comprovando ter “uma doença ou condição médica crônica ou debilitante ou seu tratamento” que cause “caquexia ou síndrome consumptiva, dor severa e debilitante, náusea intensa, convulsões, ou espasmos musculares graves e persistentes, incluindo aqueles característicos da esclerose múltipla”.

Indivíduos que geralmente experimentariam benefícios para a saúde com o uso de cannabis — como pacientes com Aids, anorexia, artrite, câncer, enxaqueca e glaucoma — também são elegíveis para o cartão de maconha medicinal através da tribo com a recomendação de qualquer pessoa licenciada para prescrever drogas para humanos.

“Os objetivos da tribo para o desenvolvimento da cannabis são semelhantes aos de outras jurisdições”, de acordo com o comunicado à imprensa da tribo. “Quer um produto seguro para gerar receita para programas tribais, para reduzir as vendas de cannabis no mercado ilícito e para evitar o desvio ilegal, especialmente para crianças”.

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#PraTodosVerem: fotografia, em vista superior, de várias plantas de maconha em período vegetativo de crescimento cultivadas em vasos quadrados sobre uma mesa branca, nas instalações da Tribo Flandreau Santee Sioux. Foto: Joe Ahlquist | Argus Leader.

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