STJ realiza audiência pública sobre cultivo de maconha para produção de medicamentos

Cultivo de maconha. Foto: Vecteezy | Tinnakorn Jorruang.

Pessoas físicas, empresas, entidades ou órgãos públicos que tenham conhecimento sobre o assunto podem participar

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa convocou uma audiência pública para discutir a possibilidade de concessão de autorização sanitária para importação de sementes e cultivo de variedades de cannabis com baixo teor de tetraidrocanabinol para a produção de medicamentos e outros subprodutos para usos medicinais, farmacêuticos ou industriais.

Marcada para o dia 25 de abril, a partir das 10h, a audiência pública se dá no contexto de um incidente de assunção de competência (IAC) que tramita na Primeira Seção do STJ. O instrumento jurídico foi proposto pela ministra Helena Costa para definir a possibilidade de autorização para o cultivo de maconha com até 0,3% de THC em solo nacional.

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A magistrada avalia em seu despacho que o tema é de sensível importância social e envolve uma questão jurídica com grande projeção nos meios sociais, acadêmicos e institucionais. Logo, esse contexto é “propício à designação de audiência pública voltada à colheita de manifestações de pessoas ou entidades com experiência e conhecimento sobre a matéria” para conferir “subsídios técnicos, jurídicos ou científicos” aptos a embasar as conclusões do STJ.

Para participar da audiência pública, pessoas físicas ou jurídicas, entidades ou órgãos públicos devem encaminhar o pedido de inscrição até 11 de março para o e-mail stj.iac16@stj.jus.br, indicando a posição jurídica que pretendem defender, a justificativa para participar da audiência, o expositor e seu respectivo currículo, e requerimento de exposição de eventual material didático ou recursos de multimídia que pretendem utilizar.

A participação se dará, preferencialmente, de forma presencial e o tempo para exposição será definido de acordo com o número de painelistas, que será divulgado no dia 5 de abril. Também será permitido a contribuição por videoconferência, sendo que cada pedido será analisado de maneira individual.

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Em seu voto pela admissão do IAC, a ministra Helena Costa destaca haver regulamentação da Anvisa sobre a importação de extrato de CBD por pessoas jurídicas que pretendem fabricar e comercializar produtos derivados de cannabis para fins medicinais, apesar do cultivo ser proibido. “Tais mercadorias são vendidas em território nacional sob valores elevados em decorrência dos entraves necessários à importação dos insumos, razão pela qual assinala ser um contrassenso permitir a importação de canabidiol extraído do plantio de hemp no exterior para a fabricação de medicamentos e, ao mesmo tempo, vedar o cultivo da planta no Brasil, prejudicando sobremaneira a indústria nacional”, argumenta.

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Imagem de capa: Vecteezy | Tinnakorn Jorruang.

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