Regular, automática, fast flowering: entenda as diferenças entre os tipos de sementes

Fotografia, em plano fechado, de uma porção de sementes de maconha sobre uma superfície branca lisa. Crédito: PrimeShot / Pixabay.

Indica automática ou sativa fast flowering? Chegou a hora de começar o seu grow e você ainda não sabe que tipo de semente escolher? Confira, a seguir, um guia rápido que a Flora Urbana preparou

Com o avanço das autorizações, via Habeas Corpus, para cultivo doméstico de cannabis com fins terapêuticos, cresce também a curiosidade sobre os tipos de sementes mais adequados para cada fim. Afinal, que tipo de semente escolher: uma sativa regular, uma indica fotoperiódica ou uma híbrida automática? Entenda as diferenças por trás desses conceitos a seguir.

Sativa x indica

Enquanto, em países regulamentados, os termos sativa, indica e híbrida são usados por produtores para categorizar as plantas com base em suas características de crescimento o que, por sua vez, ajuda os varejistas na hora de descrever os efeitos de cada variedade (strain) aos consumidores, vale destacar que, atualmente, a ciência afirma não haver distinções genéticas entre elas.

Isso significa dizer que os efeitos de cada variedade vão depender de vários fatores ambientais, incluindo a temperatura e umidade do ar, os nutrientes do solo, a incidência de luz e até a altitude do local de cultivo. E, para uma previsão mais certeira do que esperar de cada strain, vale analisar outras características para além da categorização indica/sativa, como os perfis de canabinoides e terpenos da planta.

De qualquer forma, a dominância indica ou sativa sugere alguns padrões físicos, como o tamanho da planta (indicas são menores e possuem folhas mais largas, enquanto as sativas crescem mais e possuem folhagem mais fina), ciclo de floração (as indicas levam menos tempo nessa fase, que dura de 45 a 60 dias, enquanto sativas levam de 60 a 90 dias na flora) e adequação ao clima (sendo que as indicas preferem temperaturas mais baixas do que as sativas), o que pode ser levado em conta na hora de escolher a semente mais adequada para seu grow.

Tipos de sementes

Para além da classificação da cannabis entre sativa, indica e híbrida (uma mistura das duas), as sementes também possuem nomenclaturas específicas, como regular, fotoperiódica, feminizada, automática ou fast flowering, que indicam suas características de crescimento. Confira, a seguir, a descrição de cada uma:

Regulares: conhecidas como as sementes “raiz”, as sementes regulares existem desde que a cannabis é cultivada. Elas são o que a natureza oferece, sem interferência humana. Não têm nenhuma garantia de sexo, podendo nascer macho ou fêmea, o que faz do cultivo uma verdadeira roleta-russa. Porém, é das regulares que os breeders (os caras responsáveis por criar novas variedades) correm atrás na criação de novas strains. 

Feminizadas: trata-se de uma invenção relativamente nova no mundo da ganja. As sementes feminizadas surgiram lá pelos anos 90, quando os cultivadores descobriram uma forma de garantir que as verdinhas nascessem sempre fêmeas. Antes disso, a gente tinha que lidar com a sorte e torcer pra não ter nenhum macho estragando a festa. Hoje, a maioria das sementes vendidas nos países legalizados são deste tipo. 

Fotoperiódicas: são aquelas que dependem da quantidade de luz pra entrar na fase de floração. Acredita-se que os primeiros cultivos de cannabis já usavam sementes fotoperiódicas. Significa dizer que o ciclo vai seguir o ritmo natural da planta e fazer ela florescer quando o sol mandar o recado – e, no caso de cultivo indoor, quando a mudança de fotoperíodo acontecer.

Automáticas: elas começaram a ganhar destaque lá pelos anos 2000, quando os breeders repararam que alguns tipos de cannabis têm um ritmo de crescimento diferente. As plantas de sementes automáticas florescem independentemente da quantidade de luz que recebem. É tipo ter um relógio interno no DNA da planta que avisa quando atingiram a maturidade suficiente para florir. 

Fast Flowering: também são relativamente novas. As fast flowering são um cruzamento de espécies fotoperiódicas com automáticas, o que resulta em uma planta que floresce rapidinho. São ótimas pra quem quer colher a erva mais rápido, sem ter que esperar tanto tempo. Essa tecnologia surgiu mais recentemente, nos últimos anos, e, claro, tem ganhado fãs por onde passa.

Resumindo, na hora de começar, o primeiro passo é encontrar um lugar que ofereça genéticas estáveis, feitas por bancos de sementes confiáveis. Tenha em mente as características para encontrar aquela que se adapta ao espaço e tipo de cultivo que você tem.  

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Imagem de capa: PrimeShot / Pixabay.

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