Dichavando mitos sobre a ganja

Ilustração mostra, em fundo amarelo, um bud e um baseado personificados, sendo que o baseado cochicha algo no ouvido do bud. Crédito: Papelito Brasil.

Para ajudar a desmistificar a cannabis de forma simples e eficaz, a Papelito desvenda cinco mitos comuns que circulam de boca em boca e que prejudicam – e muito – a imagem da maconha na sociedade

A maconha mata neurônios? O filtro rouba a brisa? Fumar um pode estimular o uso de outras drogas? Por muito tempo, e pelo senso comum, as respostas para essas perguntas seriam “sim, e ponto final”. Felizmente, mitos como esses se desfazem à medida que pesquisas e evidências apontam para conclusões diferentes. Mas, como diz o dito popular, se “uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”, é nossa obrigação espalhar verdades por aí e, dessa forma, desmistificar a erva em nossos círculos sociais.

Para te ajudar nessa missão de semear informação, a Papelito desvenda cinco mitos comuns relacionados à maconha, confira:

 A cannabis mata neurônios

Muito pelo contrário! Uma das principais (e piores) mentiras relacionadas à cannabis é a de que seu uso compromete as células cerebrais e as ligações entre elas, chamadas sinapses. O fato é que a ciência diz o oposto: a planta e seus componentes têm ação neuroprotetora, ou seja, protegem nossos neurônios à medida que amenizam a atividade do sistema nervoso central – além de modular a resposta imunológica e ter efeito antioxidante, entre outras funções de neuroproteção.

O filtro no baseado rouba a brisa

Esse mito impede que muita gente use um item importante de redução de danos relacionado à cannabis. E a explicação que esclarece essa mentira é simples: o THC, composto responsável pela brisa, é lipossolúvel, ou seja, só pode ser diluído em óleos, gorduras. Acontece que os filtros não possuem esses componentes e, assim, eles retêm apenas compostos nocivos, como o alcatrão, deixando o THC passar sem problemas. Vale jogar na roda pra informar quem ainda não aderiu aos filtros da Papelito, né?

O uso terapêutico da cannabis é limitado

Evidências robustas dão conta de explicar o efeito terapêutico da cannabis para uma série de condições, das graves e raras, como esclerose múltipla, às mais comuns, como insônia e dores crônicas. Além disso, a planta e seus compostos são indicados para melhorar a qualidade de vida de pacientes em geral, ajudando no apetite, no sono ou no humor. Vale dizer não só o canabidiol (CBD) tem propriedades terapêuticas, mas o THC também – assim como outros tantos fitocanabinoides, terpenos e flavonoides que, em sinergia, oferecem resultados ainda melhores do que os compostos isolados.

A maconha é porta de entrada para outras drogas

Enraizada na nossa sociedade, essa frase não poderia ser mais equivocada porque, na realidade, a cannabis deveria ser vista como porta de saída para o consumo de outras substâncias. Um estudo aponta, inclusive, que o consumo de álcool e tabaco por jovens adultos (drogas lícitas que normalmente estão ligadas às primeiras experiências psicoativas das pessoas) diminuiu com a legalização da maconha em alguns estados dos EUA.

“Uma erva natural não pode te prejudicar”

Apesar das muitas (e importantíssimas) verdades sobre a maconha eternizadas nas letras do Planet Hemp, essa frase traz um mito que também precisa ser debatido. Afinal, por mais natural que a erva seja, ela não é totalmente livre de riscos e danos e, em alguns casos, pode te prejudicar, sim. Por isso, se você estiver em algum grupo de risco (como os jovens e as gestantes) ou se desenvolver uma relação de uso problemático com a maconha, vale procurar ajuda para saber como lidar com a situação.

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Sobre Papelito Brasil

Mais que uma marca de papéis para enrolar e acessórios de tabacaria, a Papelito Brasil é também uma referência em redução de danos, qualidade e sustentabilidade. A marca que ajuda a Salvar o Verde desde 2012.
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