Weedpédia: Origem dos nomes populares da maconha

Bandeira do Brasil com a palavra "Weedpédia" escrito no meio. Arte: Bem bolado

Skunk, Colômbia, Manga Rosa… Quais são os tipos de ganja mais comuns e de onde vem seus nomes? Eles são reais ou vêm da lombra? A Bem Bolado foi atrás da origem de cada um deles, confira!

A maconha é uma planta utilizada há milênios e que possui uma variedade quase infinita de cepas. Além disso, o avanço da ciência e do interesse pela ganja possibilitou que entusiastas canábicos se dedicassem ao cruzamento de diversas genéticas, aumentando ainda mais sua multiplicidade. 

Diante do contexto proibicionista no Brasil, ainda não há fácil acesso a tamanha variedade, como gostaríamos. Também não é possível ter certeza se estamos comprando gato por lebre. Mesmo assim, os tipos de maconha que chegam no Brasil com maior facilidade são praticamente os mesmos em todas as regiões — salvo algumas exceções. 

Quanto aos nomes, é possível que alguns variem de acordo com o estado. Mas, você já parou para se perguntar sobre a origem de cada um deles? Pesquisando na internet ou na roda, cada pessoa tem uma teoria, mas a gente sabe até aqui: 

Plantas 

Prensado: o nome é autoexplicativo e refere-se à maconha prensada. Após serem colhidas e separadas das folhas e galhos, as flores são colocadas em uma prensa para que sejam esmagadas até se transformarem em blocos. O intuito é diminuir o volume e facilitar o transporte em grandes quantidades. Este é o tipo de maconha mais comum e acessível no Brasil. 

Manga Rosa: o nome faz alusão à manga-rosa, fruta típica do nordeste brasileiro, já que a variedade da maconha é cultivada na região. Além disso, ela possui coloração avermelhada e sabor cítrico, o que também remete à fruta. Ela vem em “buds” e tem preço acessível, sendo uma opção de maior qualidade comparada ao prensado. É também conhecida como “natural” ou “soltinho”.

Colômbia Gold: também chamada de “colô”, a Colômbia Gold refere-se à cepa originária das montanhas de Santa Marta, no norte da Colômbia. É um tipo de maconha com preço acessível e qualidade superior ao prensado. 

Skunk: “skunk”, em inglês, significa gambá. O nome faz referência à principal característica da genética, o cheiro forte. É uma das cepas mais famosas do mundo e possui alta concentração de THC. Há um ditado popular na comunidade canábica sobre ele: “Skunk de biqueira é colômbia!”, rs.

Lemon Haze: é um cruzamento entre as genéticas “Lemon Skunk” e “Silver Haze”, junção que deu origem ao nome desta variedade de maconha. Possui coloração particular com tons amarelados ou alaranjados e sensação estimulante.

Purple Haze: assim como a Lemon Haze, recebe este nome devido ao cruzamento entre as genéticas “Purple Thai” e “Haze” que originou a planta. Sua principal característica é a tonalidade roxa, apesar de nem sempre ela alcançar essa coloração. 

Leia também: Tipos de maconha: quais as características e efeitos?

Extrações

Preto: nome dado à extração do prensado feita com álcool como solvente. Recebe esse nome devido à coloração preta da massa que é formada. É também conhecido como “charas”, e pode-se dizer que é um primo distante — e de baixa qualidade — do haxixe. 

Pak: apelido do famoso haxixe paquistanês. O nome é associado ao Paquistão, país situado na Ásia, onde surgiu a técnica de extração sem solventes para a produção deste tipo de haxixe. 

Dry: seu nome oficial é “Dry Sift”. O termo “dry”, em inglês, significa seco. Ou seja, é um tipo de haxixe mais seco, pois é produzido a partir da peneiração — sem água ou solventes. 

Ice: forma casual para se referir ao “ice-o-lator”. A palavra “ice”, em inglês, significa gelo, o que remete à principal característica da produção deste tipo de haxixe. Para a extração, são utilizadas flores congeladas, água e gelo. 

Leia também: 

Cruzamentos de strains criam uma variedade infinita de sabores de maconha

Deixe seu comentário
Assine a nossa newsletter e receba as melhores matérias diretamente no seu email!