Mercado global de cânhamo deve atingir US$ 18,1 bilhões em 2027, diz relatório

Fotografia que mostra dois ramos apicais de um cultivo de cannabis (cânhamo), em início de floração, e a mão de uma pessoa tocando uma das plantas, em fundo desfocado de vegetação. Imagem: Freepik | jcomp.

Região europeia é a que mais crescerá no período — espera-se que aumento do consumo de sementes de cânhamo como alimento impulsione ainda mais o crescimento

O tamanho do mercado global de cânhamo é estimado em US$ 6,8 bilhões em 2022 e deve atingir US$ 18,1 bilhões em 2027, segundo o novo relatório da Research and Markets. Um dos principais impulsionadores desse crescimento é a legalização do cultivo de cannabis em vários países.

Cânhamo é a cannabis com uma concentração de tetraidrocanabinol (THC) não superior a 0,3% com base no peso seco, de acordo com as legislações adotadas pela maioria dos países que legalizaram a planta.

O cânhamo tem uma ampla gama de aplicações nas indústrias têxtil, alimentícia e de bebidas, construção, cuidados com animais, cuidados pessoais, farmacêutica, tintas, lubrificantes, bioplásticos e biocombustíveis, observa o relatório.

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“Além disso, espera-se que a crescente conscientização sobre o perfil rico em nutrientes do cânhamo e seus benefícios para a saúde humana impulsione ainda mais o cultivo de cânhamo”, disseram os analistas. “O alto teor de ácidos graxos essenciais na semente e no óleo de cânhamo ajuda na prevenção de muitas doenças comuns, levando ao aumento de seu uso em alimentos e bebidas e produtos farmacêuticos.”

 

 

 

A empresa de pesquisa ainda aponta para um dos subprodutos do cânhamo como um importantes impulsionador do mercado: o farelo de cânhamo.

“Devido ao seu alto teor de fibras, gorduras e proteínas, o farelo de cânhamo é um alimento potencial para a agricultura animal e um possível substituto do farelo de soja em muitas dietas de gado”, destacam os especialistas.

Os produtos de cânhamo, no entanto, enfrentam obstáculos regulatórios antes de poderem ser legalmente incorporados em alimentos para animais, devido a preocupações de que o THC, encontrado em quantidade ínfimas na biomassa do cânhamo, possa ser transferido para produtos de origem animal destinados ao consumo humano.

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De acordo com o parecer científico do Painel sobre Aditivos e Produtos ou Substâncias Utilizadas na Alimentação Animal da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), as sementes de cânhamo podem ser usadas ​​como matéria-prima para alimentação animal, com diferenças específicas entre as espécies na taxa de inclusão na dieta.

O relatório também destaca os benefícios da fibra de cânhamo, como leveza, menor impacto ambiental, resistência e propriedades antibacterianas e antifúngicas, e sua ampla gama de usos, desde têxteis e cordas até painéis compostos e construção civil.

“No período previsto, a região europeia será a que mais crescerá. A área dedicada ao cultivo de cânhamo na União Europeia aumentou significativamente nos últimos anos, subindo 75% de 19.970 hectares em 2015 para 34.960 hectares em 2019. A França tem a maior área agrícola dedicada ao cultivo de cânhamo na UE, com quase 18.000 hectares, seguida pela Itália, Países Baixos e Estônia”, aponta o documento.

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Na Europa, segundo os pesquisadores, as fibras de cânhamo são usadas principalmente para celulose especial, com aplicações que vão desde papel de cigarro e impressos bancários até bíblia e filtros técnicos.

“Espera-se que o aumento do consumo de sementes de cânhamo como alimento, bem como seu uso generalizado em outros produtos alimentícios, como smoothies, iogurte, cereais e barras, principalmente em países como Alemanha e Países Baixos, impulsione o crescimento do cânhamo nessa região”, destacam os analistas.

Um relatório especial da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) publicado recentemente discute os usos gerais do cânhamo e define os passos que podem ser dados pelos países em desenvolvimento a fim de explorar o potencial econômico e social da planta.

“A chamada abordagem de planta inteira baseada na exploração de todas as partes da planta deve estar no centro de qualquer estratégia de desenvolvimento setorial”, diz o relatório da UNCTAD. “Essa abordagem pode facilitar a criação de cadeias produtivas que contribuam para o crescimento das áreas rurais, da manufatura e da indústria de processamento de alimentos.”

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#PraTodosVerem: fotografia mostra dois ramos apicais de um cultivo de cannabis, em início de floração, e a mão de uma pessoa que toca uma das plantas, em fundo desfocado de vegetação. Imagem: Freepik | jcomp.

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