Marca de moda masculina sustentável lança coleção feita à base de cânhamo

Foto mostra dois rapazes vestindo jardineira e macacão feitos de cânhamo da coleção Oriba Hemp. Imagem: Divulgação.

Buscando quebrar tabus e promover a sustentabilidade na indústria da moda, empresa aposta na fibra da cannabis como alternativa eco-friendly

Cânhamo é maconha? Ambos são plantas da mesma espécie (Cannabis sativa), a diferença é que o cânhamo apresenta baixos níveis de THC (entre 0,2% e 1,0%), que é o composto psicotrópico mais conhecido da planta. Apesar dessa diferença crucial, o cânhamo ainda é cercado por tabus. No Brasil, enfrenta barreiras regulatórias e sua plantação é proibida, apesar de ser uma das fibras mais sustentáveis do mundo, com inúmeros benefícios ambientais.

Cultivado de forma sustentável, o cânhamo oferece um alto rendimento e é um recurso renovável que produz muito mais fibra por acre em comparação com outras culturas, como o algodão ou o linho. Além disso, requer menos água em sua plantação. Também desempenha um papel significativo na melhoria do meio ambiente por ter a capacidade de limpar a atmosfera e reverter danos ambientais, sequestrando muito mais carbono do que outras plantas e contribuindo para mitigar o aquecimento global. Essas características não apenas destacam a viabilidade ambiental do cânhamo, mas também evidenciam lacunas legislativas e preconceitos arraigados em relação à planta.

Para desmistificar os tabus, a Oriba, marca reconhecida por sua abordagem inovadora na moda masculina sustentável, lançou, em parceria com a Vicunha, multinacional brasileira referência em jeanswear, a coleção cápsula Oriba Hemp, à base de cânhamo.

“Acreditamos que é nosso papel trazer esclarecimento sobre o cânhamo e quebrar mitos, como a confusão entre ele e a maconha. Precisamos compartilhar os benefícios dessa fibra para a indústria da moda e para o planeta. Todo mundo precisa entender que o cânhamo é uma matéria-prima riquíssima”, comenta Paulinho Moreira, sócio fundador da Oriba.

 

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O lançamento de produtos à base de cânhamo por marcas como a Oriba não é apenas uma provocação para a moda sustentável, mas também um convite para que a sociedade reavalie sua percepção sobre assuntos tabus. “Oriba Hemp chega justamente para incentivar uma visão mais ampla e informada sobre o cânhamo, estimulando uma conversa construtiva e educativa sobre seu potencial como recurso sustentável e sua contribuição para um futuro mais verde e equilibrado”, conta Rodrigo Ootani, sócio fundador da Oriba.

A Oriba Hemp chegou às lojas há pouco menos de um mês, trazendo peças com design fora do básico, que oferecem referência de moda e uma alternativa sustentável para o guarda-roupa masculino, ao mesmo tempo em que desmistificam e dão protagonismo ao cânhamo.

Questionando o comportamento desenfreado de consumo de uma das indústrias mais prejudiciais ao planeta desde a sua fundação, a Oriba trabalha para revolucionar o consumo, equilibrando qualidade, preço, funcionalidade e impacto socioambiental no mesmo produto. Acreditando em uma sociedade mais sustentável, a marca produz peças duradouras que respeitam tanto o meio ambiente quanto quem compra e quem faz, desde o plantio da matéria-prima.

Além de matérias-primas naturais e sustentáveis, a Oriba também aposta em novos processos alternativos de tratamento e tingimento de tecidos que sejam menos nocivos ao planeta, bem como faz o descarte consciente de produtos e o aproveitamento de resíduos.

A marca é uma das responsáveis por um dos primeiros produtos de código aberto (open source) na moda nacional, uma camiseta de algodão 100% orgânico brasileiro com fabricação sustentável. Para isso, a Oriba disponibilizou o passo a passo (blue print) de como produzir a camiseta.

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Imagem de capa: Divulgação.

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