Mandaguari (PR) inicia distribuição de óleo de cannabis na rede pública de saúde

Foto mostra um frasco de cor âmbar junto a um conta-gotas preto e laranja e um pequeno ramo de cannabis sobre uma superfície de madeira, e um fundo embaçado em tons de bege.

Inicialmente, os produtos serão entregues a crianças portadoras de autismo ou epilepsia de difícil controle

A saúde floresce na cidade de Mandaguari, no interior do Paraná, após o município colocar em prática uma lei que garante o direito do paciente de receber gratuitamente medicamentos à base de maconha.

Segundo a Prefeitura de Mandaguari, a Secretaria Municipal de Saúde começou a distribuir os produtos de cannabis nessa quinta-feira (30) aos moradores com 2 anos ou mais que tenham Transtorno do Espectro Autista ou epilepsia refratária.

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“Somos comprometidos com a saúde e com a qualidade de vida de nossos moradores. Ouvimos diversos relatos de pacientes que estão esperançosos de que os produtos melhorem a rotina delas. Sou enfermeira e sigo na luta, sempre, para que os pacientes tenham o melhor tratamento possível e uma vida digna”, afirmou a prefeita de Mandaguari, Ivoneia Furtado (Cidadania), em nota da prefeitura.

Mandaguari é a primeira cidade da região da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) a adquirir e distribuir remédios derivados da maconha aos pacientes. A prefeitura mandaguariense informou que o município licitou cerca de R$ 868 mil em cinco produtos derivados de canabidiol (CBD).

“O paciente vai receber o produto que o médico prescrever. Esse documento deve ser encaminhado para a Secretaria de Saúde, junto com os demais formulários exigidos”, explicou a servidora Thayla Delaporte, que atua como farmacêutica na Farmácia Municipal de Mandaguari.

Para receber os produtos, os pacientes devem comprovar residência há pelo menos seis meses em Mandaguari e apresentar uma série de documentos, como receita médica, laudo com a justificativa para utilização do produto, cópias de exames (TGO/AST, TGP/ALT e hemograma) e um termo de consentimento.

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A lei que dispõe sobre o acesso a medicamentos e produtos derivados da cannabis em Mandaguari foi sancionada em maio e é resultado de um projeto de lei de autoria do vereador Sidney da Silva (PSD), mais conhecido como Chiquinho.

O parlamentar batizou o projeto de “Lei Pedro Henrique”, em homenagem a um mandaguariense de 10 anos, que faleceu em março do ano passado e fazia uso de medicamentos à base de CBD e tetraidrocanabinol (THC) para tratar os sintomas do autismo.

“Os tratamentos à base de cannabis caracteristicamente apresentam uma relevante abrangência terapêutica que não se resume apenas ao tratamento dos sintomas-alvo principais (crises epiléticas, esclerose múltipla, dores, espasticidade, outros), mas também mitigando as comorbidades psiquiátricas, produzindo bem-estar e melhora da qualidade de vida com maior segurança do que os tratamentos convencionais”, argumenta Chiquinho na justificativa do projeto.

A distribuição de medicamentos de cannabis na rede pública de saúde também foi aprovada recentemente na cidade de Faxinal, outro município do interior paranaense.

Em fevereiro, a Assembleia do Paraná promulgou a “Lei Pétala”, que garante o acesso a medicamentos e produtos à base de maconha para tratamento de doenças, síndromes e transtorno de saúde.

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