Máfia da Dor: filme mostra como a indústria farmacêutica provocou a epidemia de opioides

Cartaz de "Máfia da Dor", filme da Netflix.

A produção da Netflix se baseia em uma história real onde uma empresa enriquece ilicitamente à custa do vício e morte de milhares de pessoas

A crise de opioides nos EUA, que assola o país desde o final dos anos 90, após o medicamento OxyContin ser fraudulentamente anunciado como inofensivo e desencadear a primeira onda de mortes ligadas aos opiáceos, já ceifou mais de 600 mil vidas e vem sendo denunciada por vários livros, séries e filmes.

Uma das produções que abordam o que pode ser considerado um dos maiores desastres sanitários dos EUA é o filme “Máfia da Dor”, que estreou recentemente na Netflix, com um elenco repleto de estrelas como Emily Blunt (Um Lugar Silencioso) e Chris Evans (Vingadores: Ultimato), e mostra a verdade por trás da indústria farmacêutica: o lucro acima da saúde.

Dirigido por David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte), Máfia da Dor é uma comédia dramática sobre o escândalo farmacêutico relatado no livro Pain Hustlers, do jornalista Evan Hughes. A obra é fruto de um artigo publicado em 2018 na New York Times, que conta a história da empresa farmacêutica Insys e suas práticas ilegais para vender analgésicos à base de fentanil, incluindo o suborno de médicos e esquemas de marketing para enganar as seguradoras de saúde.

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O enredo conta a estória de Liza Drake (Blunt), uma mãe solo que trabalha como dançarina em um bar, e Pete Brenner (Evans), um representante de medicamentos de uma startup farmacêutica à beira da falência. Após conhecê-la e apostar em seu talento, ele a contrata para vender um novo tipo de opioide projetado para aliviar a dor em pacientes com câncer.

Liza sobe rapidamente na hierarquia da empresa à medida que a mesma obtinha mais sucesso, em grande parte devido ao esquema que ela desenvolveu para subornar os médicos para prescreverem seu produto — um medicamento à base de fentanil altamente viciante e mortal. A ganância dos vendedores e médicos culminou na prescrição indiscriminada da droga, que passou a ser indicada para todo o tipo de dor, levando ao vício e mortes por overdose.

Na história da vida real, a Insys foi condenada a um acordo de US$ 225 milhões após se declarar culpada pelo esquema de subornos e fraude, vindo a falir posteriormente, e seus altos executivos foram presos.

Mas será que a estória de Máfia da Dor tem um final semelhante? Para saber, só assistindo ao filme, que está em cartaz na Netflix.

Confira o trailer:

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Imagem em destaque: Divulgação | Netflix.

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