Laboratório do Exército Português vai produzir medicamentos de maconha

Exército português e a bandeira de Portugal. Fotografia: Lusa.

Militares portugueses poderão iniciar em breve a produção de remédios e preparações à base de cannabis

Em Portugal, a produção de maconha medicinal ficará associada ao Laboratório Nacional do Medicamento (LNM), que, por estranho que pareça, depende do Ministério da Defesa.

O LNM está historicamente ligado ao exército português, pelo que a recente assinatura de um contrato para construção de salas dedicadas à manipulação de cannabis envolve tanto o laboratório como as forças armadas portuguesas.

Segundo o Cannatlán, o investimento será de aproximadamente 183 mil euros (R$ 977.000), com o objetivo de fornecer uma alternativa ou complemento aos medicamentos dos pacientes que necessitam do tratamento à base de cannabis.

O contrato estabelecido por Portugal para a manipulação de cannabis

Assinado em agosto de 2023, o documento referenda a construção de “salas limpas” no prazo de 144 dias, pela empresa TypeSolution SA, que possui vasta experiência na área.

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Embora existam outros aspectos que não estão claros, como a forma como o LNM participará na produção de medicamentos à base de cannabis, esta iniciativa simplificaria questões relacionadas com autorizações excepcionais de uso e redução de custos, entre outros fatores.

Avanços farmacêuticos da indústria portuguesa

A indústria farmacêutica portuguesa já fez progressos na cannabis, pelo menos em relação à cosmética e à aromaterapia. O projeto SkanAbility, por exemplo, foi um consórcio de pesquisa que procurou desenvolver este tipo de formulações através da incorporação de canabinoides e terpenos em cremes, emulsões, tônicos e óleos enriquecidos.

Neste contexto, o LNM realizou o “planejamento e concepção de um biobanco biológico e de dados para caracterização e armazenamento abrangente”.

Portugal é líder em matéria de cannabis e o envolvimento dos militares na maconha medicinal pode ser uma referência para os demais países. Então, a influência do exército poderia somar?

Por Lucía Tedesco, publicado originalmente no El Planteo.

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Fotografia de capa: Lusa.

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