Igreja católica se posiciona contra a legalização da maconha no México

Fotografia que mostra um padre, do queixo ao peito, vestido com casaco e batina pretos e clérgima branco. Imagem: Infobae.

O comunicado, emitido na noite deste sábado (21), diz que a legalização da cannabis implica na degradação de valores e vai contra o bem comum e a justiça. As informações são da Vanguardia de Veracruz

O padre José Manuel Suazo Reyes, porta-voz da Arquidiocese de Xalapa, alertou que a descriminalização da maconha não reduzirá a violência, garantindo que a paz social e a tranquilidade das famílias agora estão em risco no México.

“Lamentamos a aprovação desta lei porque envenena a sociedade, põe em risco as famílias e contribui para a degradação da pessoa e da sociedade”, afirmou o porta-voz católico.

No comunicado deste domingo, o prelado alertou que a legalização da maconha dá permissão imoral ao uso de uma substância nociva à saúde, causando doenças adicionais na população, não resolvendo o problema da violência ou do tráfico de drogas, uma vez que somente garante que sejam criados mais viciados e promovidos os acidentes.

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“A legalização da maconha pode causar danos irreparáveis ​​para os quais nenhum remédio é fornecido”, disse ele.

Suazo Reyes especificou que as causas da violência são multifatoriais e não apenas devido à proibição da maconha.

“Essa legalização também vai contra a ética pública porque implica na degradação de valores, se permite o que prejudica a saúde da população e vai contra o bem comum e a justiça”, afirmou.

É importante lembrar que, em 19 de novembro, o Senado da República do México aprovou a descriminalização da maconha, ou seja, uma lei federal que legaliza o cultivo, a produção, o consumo, a distribuição, a industrialização e a comercialização da maconha.

Senadores de MORENA, PRI, MC, PVEM, PES, PRD e PT apoiaram a decisão que regulamenta o autoconsumo e o uso adulto e medicinal da maconha. A votação foi dada com 82 votos a favor, 18 contra e 7 abstenções.

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