Flávio Dino autoriza emprego da Força Nacional no combate ao tráfico de drogas

Força Nacional. Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil.

Agentes serão enviados para o Mato Grosso do Sul em operação que deve durar até maio deste ano

O ministro da Justiça, Flávio Dino, autorizou o emprego da Força Nacional (FNSP) no combate ao tráfico de drogas. A operação será realizada na região de Mato Grosso do Sul em articulação com os órgãos de segurança pública do estado.

De acordo com a portaria, publicada nesta sexta (12), os agentes devem apoiar a Polícia Federal “em caráter episódico e planejado”, até o dia 3 de maio deste ano, no combate ao comércio de drogas ilícitas e de armas e “nas atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”.

A operação terá o apoio logístico da Polícia Federal, que deverá providenciar a infraestrutura necessária para receber o efetivo, composto por policiais militares, policiais civis, corpos de bombeiros e profissionais de perícia.

O número de agentes e a quantidade de recursos públicos que serão desperdiçados na operação não foram informados na portaria.

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Onerando os cofres públicos

No estado do Rio de Janeiro, a Força Nacional vem atuando na segurança pública desde o dia 16 de outubro. Segundo um levantamento da GloboNews, no final de novembro a operação autorizada por Flávio Dino já havia onerado os cofres públicos em cerca de R$ 10 milhões, embora os agentes não tivessem apreendido nenhuma droga ou arma.

Foram enviados 300 homens e mulheres da Força Nacional para atuarem nas rodovias que cortam o estado, sob a liderança da Polícia Rodoviária Federal, para impedir a entrada de armas e drogas.

Segundo os dados levantados pela GloboNews via Lei de Acesso da Informação, o Governo Federal gastou mais de R$ 3,5 milhões só com os novos equipamentos: carabinas, espingardas, fuzis, granadas, pistolas e munição. Já o pagamento de diárias dos agentes custou mais de R$ 3,6 milhões.

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Enxugando gelo

Enquanto isso, as Forças Armadas seguem executando a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de novembro. Os agentes estão atuando em portos, aeroportos e fronteiras para combater o tráfico de drogas e armas.

A GLO prevê que os militares, em articulação com as Polícias Federal e Rodoviária Federal, devem atuar em ações no Porto do Rio de Janeiro, Porto de Itaguaí (RJ) e Porto de Santos (SP), bem como no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, e no Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU).

O decreto também estabelece que caberá ao Exército e à Aeronáutica o fortalecimento das ações de prevenção e repressão de crimes na faixa de fronteira do território brasileiro, e à Marinha o fortalecimento das ações nas baías de Guanabara e de Sepetiba, no Rio de Janeiro, na área brasileira do Lago de Itaipu, Mato Grosso do Sul e Paraná, e nos acessos marítimos ao Porto de Santos.

Embora décadas de proibição comprovem que essa política é uma prática de “enxugar gelo”, visto que globalmente o comércio ilegal de drogas nunca enfraqueceu por conta de apreensões e enfrentamento violento aos comerciantes de substâncias, Lula insiste em seguir esse caminho, desperdiçando valiosos recursos públicos.

Em outubro, o governo lançou a 40ª fase da operação Nova Aliança, que busca erradicar plantações de maconha na fronteira entre Brasil e Paraguai.

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Imagem de capa: Marcelo Camargo | Agência Brasil.

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