Maconha nas eleições: “o desafio é colocar essa pauta a nível federal”, diz André Barros

Captura de tela do vídeo onde o candidato André Barros, entre plantas de cannabis, em período de floração, toca a têmpora com os dedos indicador e médio enquanto fala. eleições

Em entrevista ao podcast ‘De ponta a ponta’, o mestre em Ciências Penais e advogado da Marcha da Maconha André Barros fala sobre a política de drogas no Brasil em ano de eleições, conta sobre o processo de apologia que respondeu em sua candidatura, em 2018, e explica a importância de eleger políticos antiproibicionistas

Eu fui o único candidato, que eu saiba, no Brasil que teve o impulsionamento pago, com o selo da Justiça Eleitoral, vetado pelo Facebook”, diz André Barros, advogado, mestre em Ciências Penais, vice-presidente da Comissão de Direitos Sociais e Interlocução Sociopopular da Ordem dos Advogados do Brasil, membro do Instituto dos Advogados Brasileiros e colunista na Smoke Buddies, ao podcast De ponta a ponta do mês de janeiro, que abordou o ano eleitoral como tema do primeiro episódio de 2022.

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“Neste ano, a gente tem um grande desafio, a gente tem que colocar a pauta da maconha a nível federal e no debate dos presidentes da República, porque nós não estamos falando de um comerciozinho, nós estamos falando de um mercado bilionário, que vem sendo legalizado nos EUA para crescer a economia mais rica do mundo”, diz André. “Neste ano, a gente tem que enfrentar esse discurso contra a maconha, dizendo que nós estamos lutando pela legalização da maconha não para empresa estrangeira vender medicamento a R$ 2.500 nem empresa brasileira ter monopólio da venda de maconha. Nós estamos lutando é para aumentar a riqueza do Brasil, com distribuição de renda e geração de emprego e aumento da arrecadação tributária, para dar emprego para a juventude brasileira, como vem acontecendo no país mais rico do mundo”.

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Em uma conversa que passa pelos aspectos históricos, políticos, legais e sociais da maconha no Brasil, André Barros comenta sobre a hipocrisia que é a guerra às drogas, que deve estar na campanha de muitos candidatos aos cargos legislativos e executivos do país.

“Falando do morro, das favelas, a gente tem que ter consciência sobre a importância da luta pela legalização da venda da maconha na cidade e, principalmente, nas favelas! Porque são bilhões que eles colocam num batalhão aqui no Rio, o Bope, para comprar armamento e tudo mais, para dizer que estão atacando o tráfico no varejo da favela. Mentira. Desafio a polícia, o Ministério Público e o judiciário a me apresentarem um inquérito, um processo decente, sobre o artigo 36 (…) que a pena é de oito a vinte anos para quem lava o dinheiro“, diz André. “Eles atacam a favela do Jacarezinho, num genocídio, no Rio de Janeiro (…) matando crianças, matando trabalhadoras e trabalhadores, e na Cidade da Polícia, que fica em frente ao Jacarezinho, tu não tem um inquérito sobre quem está lavando o dinheiro da favela do Jacarezinho”.

Para ouvir o episódio na íntegra, que conta com a participação de Danilo Lang, CEO da plataforma Cannabis Empregos, falando sobre oportunidades no setor legal de maconha no Brasil, clique AQUI.

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#PraTodosVerem: imagem de capa é uma captura de tela do vídeo onde André Barros, entre plantas de cannabis, em período de floração, toca a têmpora com os dedos indicador e médio enquanto fala.

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