Doutora responde: “O concentrado de cannabis ‘dry’ pode ser usado em um tratamento terapêutico?”

Foto mostra uma porção do concentrado de cannabis "dry". Imagem: Grant Hindsley / Leafly.

Em sua coluna, a Dra. Amanda Medeiros responde às principais dúvidas de leitores da Smoke Buddies sobre cannabis e saúde

Médica prescritora com certificação internacional em medicina canabinoide e experiência prática em clínica geral integrativa, a doutora Amanda Medeiros compartilha seu conhecimento sobre questões ligadas à saúde em que a cannabis pode funcionar como ferramenta terapêutica.

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Mas, atenção: a informação compartilhada NÃO é uma orientação médica para todos os casos semelhantes — se você se identifica com a situação, consulte um médico sobre sua condição.

Tem alguma dúvida relacionada a cannabis e saúde? Escreva para redacao@smokebuddies.com.br e envie sua pergunta para a Dra. Amanda.

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“O concentrado de cannabis ‘dry’ pode ser usado em um tratamento terapêutico?”

É difícil dizer se o “dry” pode ser terapêutico ou não porque ele pode ter um teor muito alto de THC. Nós teríamos que entender qual a concentração desse “dry”, qual strain de cannabis foi utilizada para produzir esse concentrado e o quanto o paciente está utilizando por dia — e é difícil fazer isso por miligramas.

Poderia ser um tratamento na hora do resgate. Por exemplo, quando o paciente está com muita dor e precisa de um THC alto, aí a vaporização do “dry” seria uma solução. Mas para um tratamento contínuo e diário o uso do “dry” não é recomendado, levando em conta que é difícil fazer a quantificação de canabinoides e que o produto disponível no Brasil é sempre uma incógnita.

No caso de um paciente com autorização judicial para o cultivo caseiro de cannabis que optar por fazer uma extração de dry, recomenda-se que o concentrado seja enviado ao laboratório indicado no habeas corpus ou outra instituição de pesquisa para análise e quantificação de canabinoides.

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Imagem de capa: Grant Hindsley / Leafly.

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Sobre Dra Amanda Medeiros Dias

Médica, pós graduada em pediatria e nutrologia pediátrica, cursando psiquiatria infantil pelo CBI of Miami e com certificação internacional em medicina endocanabinoide pela Green Flower, na Califórnia (EUA). Tem experiência na prática em clínica geral integrativa com crianças e adultos, com visão holística, olhando o paciente como um todo. Além de prescritora, é paciente de cannabis medicinal desde 2018. Diretora técnica no Instituto Coração Valente, médica da Clínica Gravital e voluntária em projetos da UNA (Unidos pela Amazônia). CRM - 39.234 PR
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