Como a maconha interfere em nosso humor?

Arte: Bem Bolado Brasil

A Bem Bolado te ajuda a entender como a maconha atua no nosso cérebro, deixando tudo mais engraçado!

A relação entre a maconha e o humor é um tema fascinante que tem intrigado pesquisadores, profissionais de saúde e entusiastas da cannabis. Isso acontece por que estudos comprovam que a ganja tem, de fato, a capacidade de promover o bem-estar e bom humor após o seu consumo. 

Inclusive, esse é o motivo para a discussão sobre o que configura o uso adulto ou medicinal da erva ser tão controversa. Afinal, se a maconha pode nos ajudar a relaxar e nos sentir melhor, por que esse uso não seria, também, medicinal?

Vamos explorar essa interação complexa e entender melhor como a maconha pode interferir em nossos estados de espírito: 

Ativação do sistema endocanabinoide

A maconha contém compostos químicos conhecidos como canabinoides, que interagem com o sistema endocanabinoide do corpo. Esse sistema desempenha um papel crucial na regulação de várias funções, incluindo o humor. Alguns estudos sugerem que a ativação dos receptores canabinoides pode influenciar a liberação de neurotransmissores associados ao bem-estar, como a serotonina e a dopamina.

Além disso, quem consome maconha em grandes quantidades relata uma sensação imediata de relaxamento e euforia. Isso pode ser atribuído à interação dos canabinoides com os receptores cerebrais, resultando em uma alteração temporária na percepção e no humor.

Efeitos do THC no cérebro

Em particular, o THC atua sobre as áreas cerebrais associadas às emoções e à resposta ao estresse, como o córtex pré-frontal e o sistema límbico. Essa influência resulta em uma alteração da percepção e da resposta emocional. Por isso, ao fumar maconha, podemos nos sentir mais abertos, menos envergonhados e com o humor lá em cima — o que também nos ajuda a rir mais! 

É importante ter em mente que a forma como a maconha afeta o humor pode ser muito individual. Enquanto algumas pessoas experimentam uma melhora no humor, outras podem enfrentar efeitos colaterais como ansiedade, paranoia ou até mesmo depressão. Fatores como a dose, a frequência de uso e a genética desempenham papéis significativos nessas variações.

Em resumo, a maconha pode sim deixar nosso cérebro propenso a perceber as experiências como engraçadas, aumentando a probabilidade de você soltar aquela gargalhada gostosa de doer a barriga. Por outro lado, dependendo de diversos fatores, ela também pode desencadear ansiedade e outros sintomas negativos.

Compreender os efeitos da maconha no cérebro é um passo fundamental para uma abordagem mais consciente sobre o seu uso. Sendo assim, é muito importante conhecer o seu corpo e seus limites e combinar essas práticas ao uso responsável da ganja. 

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