Parceria público-privada vai oferecer tratamento com cannabis a pacientes em Goiás

Fotografia mostra um conta-gotas de tetina preta contendo óleo amarelo sobre um pequeno frasco transparente que também contém óleo da mesma cor, bem como duas folhas de cannabis verdes e de tamanhos diferentes, sobre uma superfície branca e lisa. Imagem: Freepik | biancoblue.

A ação vai atender inicialmente de 30 a 50 pacientes, que serão acompanhados para evidenciar a eficácia das propriedades medicinais da cannabis

Recentemente, uma indústria, uma associação, um coletivo e até uma estatal goiana se juntaram com um único objetivo: um projeto para disponibilizar cannabis medicinal. Inicialmente, a proposta é melhorar a vida de 30 a 50 pacientes, mas esse será apenas o começo.

A ação chamada “Conhecer” é formada pela estatal Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás), a empresa Golden BRZ e o Projeto Mãe de Cannabis, e conta com o apoio da Abicann (Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis).

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A princípio, os produtos serão disponibilizados principalmente para crianças afetadas pela microcefalia decorrente da doença zika vírus, além de pessoas diagnosticadas com autismo, Alzheimer e Parkinson.

A meta da parceria público-privada não é apenas fornecer os produtos, mas documentar o progresso dos pacientes para validar a efetividade da cannabis como tratamento, além de educar e trazer mais evidências ao debate.

Nova lei

O projeto Conhecer será financiado pela Golden BRZ, por isso, o governo de Goiás não terá nenhum custo com a ação. No entanto, essa não é a única iniciativa de cannabis no estado.

Isso por que o governador Ronaldo Caiado (União) sancionou uma nova lei em maio deste ano que permite o fornecimento de produtos à base de cannabis pelo SUS (Sistema Único de Saúde), bem como a participação de associações e universidades públicas na elaboração, acompanhamento e fiscalização da distribuição de cannabis.

Um dos objetivos era reduzir o volume de judicialização em Goiás. Trata-se de decisões judiciais que obrigam o estado a fornecer os produtos para pacientes que não têm condições de pagar o tratamento.

A nova lei tinha 90 dias para entrar em vigor.

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Imagem em destaque: Freepik | biancoblue.

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