Brittney Griner é libertada após acordo de troca de prisioneiros entre EUA e Rússia

Fotografia mostra Brittney Griner usando um uniforme vermelho com a palavra USA em branco e a bandeira dos EUA e olhando para o lado, enquanto faz pose de bíceps, em fundo escuro.

A estrela do basquete estadunidense Brittney Griner, após meses presa injustamente na Rússia por porte de cannabis, foi libertada nessa quinta-feira (8)

“Depois de meses sendo detida injustamente na Rússia, mantida em circunstâncias intoleráveis, Brittney logo estará de volta aos braços de seus entes queridos, e ela deveria estar lá o tempo todo”, declarou o presidente Joe Biden.

Segundo a CBS News, a libertação de Brittney Griner se deu em uma troca de prisioneiros por Viktor Bout, um traficante de armas russo que estava preso nos EUA desde 2010.

Biden assinou a ordem de comutação encurtando a sentença de prisão federal de 25 anos de Bout e ordenou sua libertação.

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O acordo de troca de prisioneiros, no entanto, foi de um por um e deixou o ex-fuzileiro naval americano Paul Whelan preso na Rússia. Ele foi condenado em 2018 por acusações de espionagem, que o governo dos EUA disse ser infundadas.

“Não nos esquecemos de Paul Whelan”, disse Biden na Casa Branca, acrescentando que “nunca desistiremos” de sua libertação.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse em uma coletiva de imprensa na quinta-feira que “ficou claro que, embora os russos estivessem dispostos a chegar a um acordo para garantir a libertação de Brittney, eles continuaram a tratar Paul Whelan de maneira diferente, dada a natureza das acusações totalmente ilegítimas que fizeram contra Paul”.

“Infelizmente, a escolha foi trazer Brittney para casa ou ninguém”, acrescentou.

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Griner, tricampeã da WNBA pelo Phoenix Mercury e duas vezes medalhista de ouro nas Olimpíadas, jogava basquete profissional na Rússia enquanto estava de férias da liga estadunidense e foi presa em fevereiro em um aeroporto próximo a Moscou sob acusações de contrabandear 0,7 grama de óleo de maconha. Em outubro, um tribunal russo confirmou a sentença de nove anos de prisão imposta à atleta.

Enquanto Griner e Whelan atraíram a atenção de Washington D.C., outro estadunidense segue preso injustamente em razão da ultrapassada política de drogas russa. Marc Fogel recebeu uma longa sentença de prisão na Rússia pela posse de cannabis.

Fogel foi preso em agosto de 2021 no aeroporto de Moscou portando 17 gramas de maconha, que usava para tratar dores crônicas nas costas — ele era um paciente registrado de cannabis sob o programa médico da Pensilvânia.

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Ex-professor da Escola Anglo-Americana de Moscou, Fogel foi condenado por contrabando de drogas em julho deste ano. Ele recebeu uma sentença de 14 anos em uma colônia penal russa de alta segurança. Sua sobrinha, Ellen Keelan, chamou isso de “uma sentença de morte”  para seu tio de 61 anos.

Vários legisladores enviaram uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em agosto pedindo pela inclusão de Fogel em qualquer possível troca de prisioneiros que possa incluir Griner e Whelan.

A carta dizia que Fogel ministrou cursos de história em escolas frequentadas por filhos de diplomatas estadunidenses na Colômbia, Venezuela, Omã, Malásia e, nos últimos 10 anos, na Rússia.

Um congressista republicano disse que irá investigar por que o governo Biden não incluiu Whelan e Fogel na troca de prisioneiros que libertou Griner.

“Está claro que Whelan e Fogel são uma reflexão tardia para esta administração, que se preocupa mais com a admiração e a vigilância das celebridades do que com o retorno de todos os americanos com segurança para suas famílias”, disse o representante Guy Reschenthaler em um comunicado à imprensa.

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Fotografia em destaque: Reuters / Brian Snyder.

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