Benefícios da cannabis medicinal para diabéticos

Fotografia que mostra a parte de cima de vários pés de cannabis (maconha) de um cultivo, além da mão e parte do antebraço de uma pessoa que toca uma das plantas. Foto: Crystalweed | Unsplash.

Clínica especializada em medicina canábica atende pacientes diabéticos que relatam melhoras nas condições de saúde, inclusive no controle da glicose e peso

Pesquisas recentes demonstram que o sistema endocanabinoide está envolvido na modulação de processos relevantes no metabolismo da glicose, inclusive na resistência insulínica. Além disso, está intimamente ligado a processos autoimunes. Isso tornou a investigação da cannabis no tratamento do diabetes bastante promissora.

Vale alertar que não há recomendação médica para o uso adulto da cannabis para diabéticos. Para o uso medicinal da cannabis é importante passar por uma consulta médica de avaliação com um profissional habilitado.

“O CBD age no combate à obesidade ao reduzir o apetite, melhora a capacidade da insulina de regular os níveis de açúcar no sangue, acelera a cicatrização de feridas diabéticas e protege as células secretoras de insulina no pâncreas, entre outras vantagens”, segundo a endocrinologista da Clínica Gravital, Thaís Perlingeiro, que atende pacientes com diabetes e aposta no tratamento à base de cannabis.

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Diabetes é o termo para um grupo de distúrbios metabólicos caracterizados por níveis prolongados de glicose no sangue. O diabetes afeta mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo responsável por 4,2 milhões de mortes em 2019 — e sua prevalência está subindo. Aproximadamente uma em cada três pessoas tem diabetes ou pré-diabetes no Brasil. Uma das soluções mais promissoras apresentadas nos últimos anos é o canabidiol (CBD).

Desde novembro de 2019, a Clínica Gravital, com sede no Rio de Janeiro e filial em Curitiba e Porto Alegre, atende pacientes diabéticos que relatam melhoras nas condições de saúde, inclusive no controle da glicose e peso.

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Prevenção

Um estudo realizado em 2013 mostrou resultados dos efeitos da cannabis sobre a insulina em jejum e a resistência à insulina que foram publicados no American Journal of Medicine. A conclusão é que compostos da cannabis podem ajudar a controlar o açúcar no sangue. Usuários de cannabis também mostraram níveis mais elevados de “colesterol bom”.

Reduz a resistência à insulina

A resistência à insulina está associada ao diabetes tipo 2. No diabetes tipo 1, o corpo é incapaz de produzir insulina, enquanto que no tipo 2 a produção de insulina é afetada a longo prazo e as células são incapazes de processá-la. Quando as células se tornam resistentes à insulina, elas são incapazes de absorver a glicose necessária para fornecer energia e a glicose não utilizada se acumula na corrente sanguínea, levando à hiperglicemia.

Em 2014, pesquisadores da Universidade de Quebec avaliaram os padrões de uso de cannabis e o índice de massa corporal (IMC) em uma coorte de 786 adultos inuítes com idades entre 18 e 74. Eles relataram que indivíduos que consumiram cannabis no ano anterior eram mais propensos a possuir um IMC mais baixo, menor nível de insulina em jejum e menor resistência à insulina, em comparação com aqueles que não usavam a planta.

Depressão

Portadores de diabetes tipo 2 têm um maior risco de desenvolver depressão. Há abundância de evidências de que a cannabis medicinal melhora o humor e reduz o estresse. Portanto, poderia potencialmente ajudar a reduzir a depressão, melhorando o quadro de saúde mental do paciente.

Neuropatias

Uma das complicações mais prevalentes e mais problemáticas em pacientes diabéticos é o acometimento dos nervos. A neuropatia diabética costuma acometer de 30% a 50% dos pacientes diabéticos em algum momento. Há evidências de que a cannabis aumenta o fator de crescimento do nervo e tem propriedades antioxidantes que podem ajudar no alívio da dor. Também há comprovação da eficácia do THC, em certas quantidades, para alívio dos sintomas da neuropatia diabética dolorosa.

Combate à obesidade

Os usuários de maconha são menos propensos a serem obesos em comparação aos não usuários, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan (EUA). A obesidade é um dos fatores de risco para o diabetes, podendo levar à resistência a insulina.

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#PraCegoVer: em destaque, fotografia que mostra a parte de cima de vários pés de cannabis de um cultivo, além da mão e parte do antebraço de uma pessoa que toca uma das plantas. Foto: Crystalweed | Unsplash.

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