Esportes e cannabis: quais os benefícios da planta para atletas?

#PraTodosVerem: imagem de capa mostra uma bola de tênis com folhas de maconha estampadas, a frase 'cannabis & esportes' e logo da Bem Bolado. Crédito: Divulgação

O atleta chapado pode não ser a figura mais comum quando pensamos em maconheiros, mas esse tabu aos poucos está sendo quebrado. Afinal, se a maconha está mudando o mundo, quais poderiam ser os benefícios da nossa plantinha em uma rotina de exercícios?

Quem por aí nunca ouviu que fumar um queimava neurônios? A verdinha ainda está envolta em uma cortina de fumaça composta de mitos e preconceitos. Os mais comuns falam sobre o aumento do apetite de forma incontrolável, além daquele velho estereótipo de que fumar um vai tirar todo o seu ânimo e te fazer ficar grudado no sofá, mas, a verdade é muito diferente disso! A ganja tem sido pesquisada como uma alternativa super favorável até mesmo para atletas de alta performance e, nesse texto, a gente vai te contar um pouco mais sobre isso. Bole esse e segue o fio.

Primeiro de tudo: como será que a ganja age no nosso corpinho, ein?

Toda a interação da erva em nosso organismo se deve ao sistema endocanabinoide. Ele foi descoberto pela primeira vez em 1964 em uma pesquisa liderada por Raphael Mechoulam, e seu resultado mudou o rumo da ciência, pois conseguiu explicar pela primeira vez como a maconha interage com os receptores de vários seres vivos, lembrando que, antes do século XX, essa era uma das plantas mais utilizadas para tratamentos de saúde e bem estar físico, ou seja, maconha e saúde sempre tiveram TUDO a ver, mas o proibicionismo impediu o avanço de pesquisas por muitos anos e esse é o momento da virada! 

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O Bem Bolado sempre vai fazer você chapar?

Os efeitos relaxantes são os mais conhecidos, mas nossa plantinha também pode ajudar na hora de fazer um treino físico, tudo vai depender do tipo de maconha e do seu nível de cansaço. Em países legalizados, é possível escolher genéticas pensadas para atividades físicas, em sua maioria híbridas ou sativas com alto teor de THC.

 Seis motivos para você associar a ganja às práticas esportivas: 

1- A verdinha auxilia no controle da dor e ajuda a amenizar o impacto físico dos treinos;

2- A ganja melhora a qualidade do sono e ajuda na recuperação do atleta;

3- Nossa plantinha é um anti-inflamatório natural e reduz os danos pós treino;

4- Estudos recentes comprovam que a maconha ajuda na recuperação muscular e neuromuscular;

5- Por todos esses fatores, ela aumenta a resistência à rotina puxada de exercícios;

6- E por último, mas não menos importante: a maconha controla a ansiedade antes das competições. 

Mas e a larica, será que atrapalha?

Esse é um dos efeitos colaterais mais conhecidos da maconha, mas será que sempre vai rolar aquela fome maluca que pode colocar em risco a sua dieta? A resposta certa pra essa pergunta, é: depende. Primeiro por que o tipo de maconha (cepa ou strain, como é comumente chamado) acaba interferindo diretamente nesse ponto. Inclusive, já foi comprovado cientificamente que existe um composto canabinoide chamado THCV ou tetra-hidrocanabivarina, que na verdade ajuda a controlar índices glicêmicos e a inibir o apetite!

Outros estudos comprovam que a longo prazo a famosa larica acaba se tornando tão comum que a pessoa se acostuma a sentir o efeito de “fome”, o que, no fim das contas, também ajuda a controlar o apetite.  

Doping e a ganja

Em 2018, a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês), voltou atrás sobre a definição da quantidade de maconha que poderia cair em um exame antidoping. Essa consideração se deu por conta de todas as comprovações dos benefícios que a nossa ervinha pode gerar na vida dos atletas. Porém, eles ainda distinguem uso medicinal de uso recreativo, o que é uma pena, por exemplo: a Wada  interpreta que o CBD não é prejudicial e por isso ele nem entra no exame, porém o THC pode cair no exame.

Se o atleta estiver com uma concentração acima de 150 ng/mL na urina, pode ser desclassificado. Inclusive, o atleta brasileiro Fernando Ferreira, que é o atual campeão sul-americano de salto em altura, caiu no exame no final de 2022 e teve que ficar sem competir por 3 meses, como punição por ter feito uso da erva.

Mas afinal, o ideal é fazer o uso medicinal ou recreativo? Esse assunto é polêmico e gera muitos debates tanto por partes dos atletas como por parte dos conselhos de medicina esportiva e da própria WADA. Sabemos que fumar não faz bem a ninguém, pois compromete a saúde dos pulmões e traz consequências a longo prazo, não podemos ignorar isso e achar que a ganja não tem efeitos prejudiciais. Entretanto, ignorar tantos benefícios que a maconha pode trazer para o universo esportivo é de um retrocesso gigantesco, desse modo, o uso fica a critério de cada pessoa, e independente da forma de uso, uma coisa temos certeza: a maconha aos poucos está dominando o mundo! 

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Imagem de capa: Bem Bolado Brasil.

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