Província canadense cria licença para que cultivadores vendam maconha no local

Fotografia mostra o interior do espaço de varejo da Sugar Cane Cannabis, um bar estilo saloon com uma vidraça por onde se vê um cultivo de maconha. Imagem: Kiera Elise | Divulgação.

Buscando apoiar o desenvolvimento da uma economia de cannabis robusta e diversificada, que inclua comunidades indígenas e rurais, a Colúmbia Britânica agora permitirá que pequenos produtores vendam seus produtos por meio de lojas localizadas em seu local de cultivo

O Ministério da Segurança Pública e Procuradoria-Geral da Colúmbia Britânica (BC) anunciou nessa terça-feira (4) que a província está introduzindo uma nova licença de varejo de cannabis que permite que os cultivadores façam a venda da “fazenda ao portão” (farm-to-gate) — ou seja, os consumidores poderão comprar sua maconha exatamente onde ela é cultivada.

Todos os titulares de licenças padrão de cultivador, microcultivador e viveiro junto ao governo federal são elegíveis para obter uma licença de loja de varejo do produtor através da Agência de Regulação de Licores e Cannabis. As inscrições estarão disponíveis em 30 de novembro no portal de licenciamento.

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“O quarto aniversário da legalização da cannabis em BC está chegando e continuamos procurando maneiras de apoiar o crescimento do mercado legal, fornecendo opções seguras e acessíveis para os colombianos britânicos”, disse Mike Farnworth, ministro de Segurança Pública da província, em um comunicado à imprensa. “A licença de varejo do produtor é outra maneira pela qual estamos trabalhando para apoiar o sucesso dos produtores baseados em BC.”

O lançamento da licença ocorre após a abertura da primeira instalação de cannabis “da fazenda ao portão” em Williams Lake, que foi resultado de um acordo governo a governo entre a província e a nação indígena.

A licença de lojas de varejo do produtor permite o registro no programa de entrega direta da Agência de Distribuição de Licores da província — a entrega, no entanto, será limitada à venda da maconha produzida pelo cultivador/viveiro às lojas de varejo do produtor.

O programa de entrega direta mais amplo da agência de distribuição permite que viveiros de cannabis licenciados pelo governo federal e produtores de pequena escala processem até 3.000 kg de maconha seca ou seu equivalente fresco anualmente para entregar diretamente a lojas de varejo de cannabis licenciadas.

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Além disso, o governo de BC também permite que os cultivadores de pequena escala construam fidelidade à marca com lojas de varejo de maconha licenciadas e seus clientes, oferecendo seus produtos em estabelecimentos locais, em vez de espalhar o mesmo volume por toda a província.

Em janeiro, a província introduziu um programa que visa destacar os produtos de cannabis de produtores indígenas para que os consumidores possam identificar facilmente e tomar decisões de compra.

“O setor de cannabis legal em BC continua a amadurecer e o programa BC Indigenous Cannabis Product é um passo importante para garantir que os empresários indígenas façam parte desse crescimento e dos benefícios econômicos”, disse Selina Robinson, ministra das Finanças. “Nosso compromisso com uma prosperidade compartilhada com os Povos Indígenas é fundamental para a saúde econômica de nossa província e para o avanço de uma reconciliação duradoura”.

Dito isso, o governo federal do Canadá anunciou no mês passado que fará uma revisão da Lei da Cannabis para verificar se a legislação, promulgada em outubro de 2018, está atendendo às necessidades e expectativas dos canadenses.

“Através dessa revisão útil, inclusiva e baseada em evidências, fortaleceremos a lei para que ela atenda às necessidades de todos os canadenses, continuando a deslocar o mercado ilícito”, disse o ministro da Saúde Jean-Yves Duclos em uma nota oficial.

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#PraTodosVerem: fotografia mostra o interior do espaço de varejo da Sugar Cane Cannabis, um bar estilo saloon com uma vidraça por onde se vê um cultivo de cannabis. Imagem: Kiera Elise | Divulgação.

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