Vice-presidente Geraldo Alckmin apoia lei que garante acesso a medicamentos de maconha em SP

Fotografia mostra Geraldo Alckmin apertando a mão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos com paletó azul e sorridentes, e a logomarca do governo federal ao fundo. Imagem: Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto.

“É uma grande conquista pra saúde pública, para os pacientes, para a sociedade e para a ciência”, disse Alckmin sobre lei paulista que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos à base de cannabis através do SUS

A legalização da maconha para uso medicinal no Brasil parece estar em um horizonte mais próximo sob o governo Lula.

O vice-presidente da República e ministro Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta semana que a lei que permite acesso a medicamentos à base de cannabis no estado de São Paulo é uma grande conquista para a saúde pública.

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Em vídeo publicado em suas redes sociais, Alckmin parabenizou o deputado estadual Caio França (PSB), um dos autores da legislação, e a Assembleia Legislativa de São Paulo pela promulgação da lei que institui a política estadual de fornecimento gratuito de medicamentos formulados de derivado vegetal à base de maconha.

“Quero cumprimentar o deputado Caio França pela promulgação da Lei 17.618 e cumprimentar também toda a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo por este avanço, através desta lei garantir o acesso a canabidiol, a medicamentos cuja origem esteja canabidiol, que hoje tem comprovação científica no tratamento de inúmeras doenças, inclusive doenças crônico-degenerativas”, disse o vice-presidente Alckmin, que é médico anestesista.

“Então a lei vai permitir um acesso, sem que as pessoas tenham que ir à Justiça, e trazer novas formas de tratamento pra doenças de tratamento mais complexo. É uma grande conquista pra saúde pública, para os pacientes, para a sociedade e para a ciência”, acrescentou.

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Alckmin declarou em setembro do ano passado, durante sabatina realizada pela Folha de S.Paulo, ser favorável à legalização da cannabis para uso medicinal, citando que a  planta é importante no tratamento de crises convulsivas.

O discurso de Alckmin acontece pouco menos de um mês após a ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, dizer que o Brasil precisa olhar para experiências de outros países sobre o uso medicinal da maconha.

Em entrevista à Globo News, Trindade falou sobre a regulamentação da cannabis medicinal em vários países “para tratamentos de epilepsia, Alzheimer e síndromes congênitas em crianças, que melhoram a qualidade de vida com impacto especialmente para as mães”.

Nísia Trindade, que já mostrou ser simpática ao tema, com a Fiocruz sob sua gestão tendo obtido autorização da Anvisa para a produção de canabidiol e promovido um seminário internacional sobre cannabis medicinal, assumiu o comando da pasta da saúde com a promessa de uma gestão pautada pelo diálogo com a ciência.

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Imagem de capa: Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto.

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